sexta-feira, 20 de agosto de 2010

À morte, hoje

De nada serves, ó morte!
Estás minúscula
e já não alcanças
a extensão humana.

Onde tua glória?
Onde a pálida benevolência,
quando punhas termo
à miséria do ser?

Entre paredes brancas
e nos campos da guerra
e nas ruas cotidianas,
tu corres,
assustada com teu ofício.

Não dás conta:
toda a vida supura.

[do livro Quatro gavetas]

Nenhum comentário:

Postar um comentário