Esses jovens morenos
que lavam carros ao sol,
perdoai-lhes, Senhor.
Perdoai-lhes ao menos
o ficar de costas nuas,
o andar de pés descalços.
Sobretudo, perdoai
o suor nos ombros largos.
Perdoai a indecência
lançada à moça que passa.
Mas, ainda, perdoai:
que grosseira tatuagem.
(Sobretudo, perdoai
o suor nos ombros largos).
[inédito de Eleazar Carrias]
Achei tão divertido esse poema... quanto fervor(no sentido lato) pode haver numa prece!
ResponderExcluirObrigado Érika! Volte sempre. Abraços.
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