segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Tinta e mármore


por Jarbas Apóstolo

O ser que fez parte de tua virtude perdida
já não precede tua ubíqua matéria.
O ser que reside em ti
agora sou eu, em traços de mármore e tinta.

Tu não soubeste me ser esta noite.
Não esta noite, não hoje, não nunca.

O ser que tenho
é virtuose pura.

O ser que tenho
é carne talhada, não podes sê-lo!

[poema inédito]

6 comentários:

  1. Meu poeta querido

    Eis aí, Jarbas se revelando poeta e lindo!!!

    Tua amiga e admiradora

    Ângel Benassuly

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  2. Obrigado, Eleazar.
    Eu mesmo já havia esquecido do "Dicionário", mas seu recado me deu vontade de atualizá-lo. Quem sabe com um poema seu.

    Abraço do Falcão

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  3. Ângela, obrigado pela visita, minha amiga.
    Volte sempre.

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  4. E a caverna seria nosso abrigo pós fuga.

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  5. Assim como todos os que testemunham tempos como este...

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    1. A Caverna ainda pode ser nosso abrigo, depende de nós, Apóstolo. ABraços

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